06/12/2018 - 16:42
Universidade La Salle inicia processo de construção da primeira Pós-graduação Lato Sensu do país voltada à Diversidade nas Organizações

Capacitar profissionais interessados em proporcionar uma gestão que promova a diversidade, combata a discriminação e preconceitos e contribua para a consolidação de um ambiente organizacional inclusivo. Esses são os motivos que incentivaram a tutora da Pós-graduação Lato Sensu da Universidade La Salle e doutoranda em Administração pela UFRGS, Vanessa Prestes, a idealizar o primeiro programa do país de Pós-graduação Lato Sensu em "Diversidade nas Organizações".
Vanessa explica que é interessante que alunos e alunas de pós-graduação tenham acesso a uma formação que os possibilite olhar para as organizações e confrontar os dados da sociedade brasileira com a realidade organizacional. "Pensar a diversidade é olhar para dentro das empresas e pensar se esses grupos que na nossa sociedade são maioria também se refletem no mundo organizacional. Percebemos a necessidade de formar alunos e alunas que tenham uma visão corporativa multidisciplinar para a inclusão e a comunicação com públicos diversos", comenta.    

Na última segunda feira, 03/12, ela apresentou a proposta a um grupo de especialistas no assunto. No evento Café com Especialistas, promovido pela Escola de Negócios, a La Salle Business School, representantes de diferentes organizações, empresas e movimentos ligados à educação, diversidade sexual, gênero e questões etnicorraciais estiveram reunidos em um bate papo sobre o tema e puderam avaliar o projeto, com sugestões que fortaleçam o programa.

 De acordo com Matheus Felipe Ferreira, integrante do núcleo de comunicação interna, endomarketing e diversidade do SENAC e membro do Grupo Pride Connection, é fundamental no Brasil reeducar as pessoas no que tange a aceitação das diferenças. “Nós precisamos reeducar as pessoas a serem sensíveis sobre esse tema, mas principalmente os gestores que são a ponta do processo. Ou seja, como eles podem engajar, incluir e motivar seus colaboradores para dentro daquele espaço, porque sabemos que quando incluímos estamos proporcionando um ambiente em que as pessoas podem trazer a sua criatividade, e ao mesmo tempo conhecemos esses talentos internos que muitas vezes estão escondidos porque trabalham em empresas em que não se sentem seguros para falar”, afirma.

Esse tema também é emergente quando o assunto é o racismo. Para Maria Cristina dos Santos, militante do movimento negro e líder da igualdade racial do grupo Mulheres do Brasil, a questão da diversidade é algo que se discute há muitos anos, contudo ainda há muito o que ser feito, uma vez que o racismo e a discriminação ainda segue sendo uma realidade no Brasil. “Eu fico muito feliz e com vontade de já fazer esse curso. Nós precisamos disso, porque algumas empresas até têm o discurso, mas não tem as políticas. Quando você coloca o recorte racial você vê que os indicies vão lá embaixo. Hoje os recursos humanos definem muitas coisas, e eles ainda definem de uma forma preconceituosa. Então sensibilizar os gestores é fundamental”, explica. 

A atividade representou um primeiro passo na construção conjunta do Programa de Pós-graduação em diversidade. A intenção é que o curso inicie no segundo semestre de 2019.

 



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