26/09/2018 - 17:54
Dia do Internacionalista: conheça vivências de nossos alunos

Ao acordar do naufrágio, Gulliver percebe que homenzinhos de 16 centímetros o atacam, enquanto ele está imóvel, preso da cabeça aos pés. São os habitantes de Lilliput, um povoado onde dois grupos rivais resolvem suas desavenças na guerra. No próximo ponto de parada, o aventureiro conhece os pacíficos gigantes de Brobdingnag, terra, no entanto, onde todos estão mergulhados na soberba. Nova viagem e Gulliver chega a Laputa, ilha em que os projetos prosperam, mas nada sai do âmbito do sonho. O último encontro é com os Houyhnhnm, grupo de cavaleiros inteligentes. Suas características os fazem distintos dos yahoos, movidos pelos instintos. Quatro sociedades com variadas formas de vida, hábitos, organização, anseios e pensamentos. Se fosse hoje, o personagem criado pelo irlandês Jonathan Swift, em 1716, poderia ser um internacionalista, aquele que analisa e pensa o mundo. No dia do profissional de RI preparamos uma matéria especial, reunindo as duas notícias mais recentes dos alunos dessa graduação. Confira abaixo:

Intercâmbio na Universidade do Porto

Destino: Portugal. Desde o dia 14 de setembro, é lá que está Fernanda Apolinário, atualmente no 7º período de RI. Dividindo apartamento com duas brasileiras e um belga, a graduanda cursa quatro disciplinas na Universidade do Porto, como conta em depoimento ao site do Unilasalle-RJ. “Estou estudando Alemão, História da Alemanha, História da Europa Contemporânea e Direito Internacional no momento. A universidade parece aquelas de filme, com anfiteatros gigantes e veteranos usando uniformes diferenciados. O que eu tenho percebido é que, apesar de ser uma cidade com muitos idosos, os estudantes são muito bem recebidos e se unem por aqui, seja em festas, no dia a dia ou para ver o pôr do sol, que é um programa indispensável no Porto. Apesar de pouco tempo desde que cheguei, eu estou amando esse lugar e cada momento que passo por aqui”, avalia Fernanda.

Apesar do pouco tempo fora do país, a futura internacionalista foi escolhida para ser embaixadora do Brasil nas sessões culturais que a universidade realiza para estudantes de mobilidade do mundo todo. A previsão é que Fernanda viva essa experiência internacional até 12 de fevereiro de 2019.

 

1º Simpósio de Cenários da Escola Naval

Enquanto isso, no Brasil, alunos de diferentes períodos puderam participar de evento acadêmico na Escola Naval, durante os dias 10 e 11 de setembro. Acompanhados pela docente Leticia Simões, palestrante do evento a convite do também docente Wellington Amorim, dez alunos lassalistas puderam embarcar, junto de outros civis e de militares, em um cenário fictício para entender como solucionar situações críticas. Confira as falas de alguns deles sobre a ida ao Simpósio:

Ingrid Vieira, 4º período

“O convite para participar do I SCEN foi uma agradável surpresa, pois não imaginava deparar-me com experiências tão diversas e proveitosas. A troca de conhecimentos com o grupo para resolver os problemas que eram expostos na simulação expandiu meu olhar crítico diante de situações reais. Em geral, foi muito benéfico – seja para relações acadêmicas, seja para relações sociais –  lidar com indivíduos de ambientes que não compactuam com a vivência habitual, o que me propiciou a visão de uma distinta esfera de conhecimento”.

Nicole Torres, 8º período

“Sob a organização do professor Wellington Amorim foram organizados dois cenários: Mar do Sul da China e Venezuela/Essequibo. Os alunos foram divididos em dois grandes grupos entre os temas e participei do cenário do Mar do Sul da China em um pequeno grupo representando o governo japonês. O cenário envolvia a China, Filipinas, Austrália, Estados Unidos e o Japão em uma crise de interesses pelo território que é disputado entre muitos Estados. Eu era a única “civil” do grupo bem como a única mulher. De início foi difícil chegar a um acordo de como deveríamos agir no cenário pelas diferentes opiniões formadas nos respectivos espaços de aprendizado, mas, depois de esclarecimentos de como funciona a política externa e a segurança internacional, chegamos a um ponto comum. Usamos de diplomacia para conseguir resgatar todos os envolvidos no problema e conseguimos apoio dos demais Estados representados, ganhando assim o papel de playmaster e vencedor diplomático da simulação. Um grande crescimento profissional e acadêmico”.

 

 

 

Giulia Froes, 4º período

“A experiência de participar do I SCEN foi espetacular no que tange ao conteúdo trabalhado, além de poder desfrutar de uma oportunidade única de troca entre civis e militares. Logo no primeiro dia, os grupos foram divididos e as experiências partilhadas se mostraranbastante pertinentes, já que além da visão dos civis tive a chance de conhecer um pouco do parecer militar. No segundo dia, as simulações iniciaram-se e as interações entre os grupos foram relevantes. Posso afirmar que o simpósio corroborou para agregar às minhas perspectivas sobre aspectos acadêmicos e globais”.

Debora Bedim, 7º período

“Meu cenário era um conflito na região da Guiana, especificamente, em Essequibo, contra a Venezuela e envolveu outros Estados como Brasil, Colômbia, Reino Unido e Estados Unidos. Como representante do Brasil, foi muito interessante pensar em instrumentos diplomáticos para que o conflito cessasse sem a utilização de armas, colocando em prática tudo que aprendemos na graduação de Relações Internacionais. O evento ainda me proporcionou troca de conhecimentos com participantes da Escola Naval e da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Pude ter contato com pontos de vista diferentes do meu e conhecer termos técnicos utilizados por eles durante sua graduação”. 

Françoise Cretton, 2º período

“A participação no I SCEN foi uma experiência única atribuída à nós, por meio das relações políticas contemporâneas presentes em nossos estudos. O desenvolvimento da prática diplomática foi aplicado através das estratégias geopolíticas e da fluência da comunicação no sistema internacional, elementos familiares em nossa graduação. O prestígio lassalista em uma das mais tradicionais instituições de ensino superior do país foi gratificante”.

 

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Por Luiza Gould

Ascom Unilasalle-RJ

 



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