26/10/2018 - 19:31
Unilasalle-RJ tem seu primeiro Hackathon, a maratona de programação

Dia 1: programar. Dia 2: programar. Dia 3: programar também. Ao longo desse tempo, concentração, foco, cooperação, mas igualmente gargalhadas, videogame e pizza, muita pizza. De 16 a 18 de outubro, o Centro de Convenções Irmão Amadeu ficou pequeno para a criatividade dos alunos de Sistemas de Informação, divididos em equipes em busca de soluções para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Foi o Hackathon Experience, primeira maratona de programação lassalista. A cada dia, os times tinham cerca de três horas (das 18h20 às 21h30) para se dedicarem a propostas de melhorias voltadas ao BNDES, contando com o apoio de ferramentas da IBM. Das nove equipes em disputa, o título ficou com “Meia noite te conto”, responsável pelo projeto !Fake (Not Fake).

 

Apesar do clima de competição, já na abertura do evento, o reitor, Irmão Jardelino Menegat, e a coordenadora do curso de SI, Márcia Sadok, deixavam claro os ganhos para os próprios alunos advindos do hackathon. “A sociedade procura por pessoas que tenham a capacidade de compreender e enfrentar desafios que surjam”, recordou Menegat em sua fala, sem deixar de alertar, no entanto, para os perigos da cobrança excessiva: “Ao mesmo tempo, há uma dificuldade para se enfrentar a frustração. Temos que ensiná-los a enfrentar problemas, encontrar planos A, B e C, mas também mostrar que a vida é feita de fracassos”. O reitor apontou profissões que estão cotadas para crescimento nos próximos anos, dentre elas a de programador. “Há um déficit hoje de programadores no Brasil de 500 mil vagas”, completou Menegat utilizando dados de matéria da Folha de S. Paulo.

 

Márcia por sua vez, ressaltou como fruto imediato da maratona o trabalho conjunto, já que o evento, a seu ver, “é um estímulo à cooperação, crucial no mercado”. União de forças foi exatamente o necessário para dar vida ao !Fake (Not Fake), agregando ideias de Felipe Printes, Gustavo Ramos, Jhonathan Tinoco, Nathan Cunha, Otavio Carvalho e Victor Cunha. “O trabalho em equipe é algo difícil, são várias discussões de como resolver o problema, qual ferramenta usar, como será o modelo de dados. Mas no final o balanço é o mais positivo possível, ainda mais porque alguns integrantes eram de períodos iniciais, muitos participantes não faziam ideia do que era um hackathon e puderam viver esta experiência”, resume Victor Cunha, aluno do 6º período.

Ponto para Alex Salgado. À frente da organização, o professor do curso idealizou a formação dos times pensando exatamente neste intercâmbio entre diferentes fases da trajetória acadêmica, além da interação com docentes e egressos de SI, convidados para serem monitores, estando a postos para qualquer auxílio necessário. No dia 16, quem também deu suporte aos competidores foram membros do BNDES e representante do IBM. Claudio Rabelo e Guilherme Azeredo vieram explicar os desafios do Banco de Desenvolvimento em palestra que foi dada ao mesmo tempo em que os grupos trocavam as primeiras ideias sobre o que confeccionariam. Um representante de cada time foi convocado para anotar com atenção as dicas dadas pela dupla e fazer perguntas.

Para Azeredo, “essa iniciativa tem a ver com o sentimento de propriedade e é um desafio tecnológico bacana ao mesmo tempo. Aqui vocês analisam as informações brutas e as transformam em úteis”, como disse aos alunos. Já Rabelo pontuou alguns aspectos do BNDES que precisam ser melhor desenvolvidos, dando deixas para as soluções buscadas, como a necessidade de maior transparência, menor burocracia, caminhos para encontrar empresas com demanda de créditos, e valores para agregar à marca, já que o preço do financiamento está quase igual ao do mercado.  

A solução vencedora, proposta por Cunha e sua equipe, tinha como objetivo “melhorar a imagem do BNDES”, como explicou o aluno de 20 anos em entrevista ao site do Unilasalle-RJ: “Sabendo que o banco é frequentemente pauta da mídia, com notícias que nem sempre são verdadeiras, surgiu a proposta de achar esse ‘fundo de verdade’”. Para tanto, o !Fake (Not Fake) se constituiria enquanto um site para consultar veículos de comunicação sobre notícias relacionadas ao BNDES. O portal confrontaria as informações divulgadas com dados da base do BNDES consultando, automaticamente, a veracidade do conteúdo.

Mais de um projeto, no entanto, foi premiado. Confira abaixo a classificação e acesse a apresentação dos trabalhos aqui.

Menção Honrosa
- Equipe Output - Projeto BNDES Education


3ºlugar
- Equipe Highway Unicorn - Projeto Dashboard Investimentos BNDES


2º lugar
Equipe SPSO - Projeto Bend


1º lugar
- Equipe Meia-Noite Te Conto - Projeto !Fake (Not Fake)

 

Por Luiza Gould

Fotos de Cauã Vieira e João Loureiro

Ascom Unilasalle-RJ

  



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