21/12/2018 - 09:05
Novos alunos do Energia do Sabor preparam almoço de Natal na Naturgy

Diante das embalagens do tempero preparado no dia anterior, a jovem, intrigada, se volta a Robson Souza, formado há poucos meses pelo Energia do Sabor e agora estagiário no restaurante Fasano: “Como é o nome disso, mesmo?”. A resposta vem quase sem reflexão, instantânea: “Batuto. É o que usamos em todas as receitas. Você vai ouvir muito este nome ainda”. O diálogo acontece na cozinha da Naturgy, novo nome da Gas Natural Fenosa – CEG, parceira do Unilasalle-RJ no projeto social que chega à sua sexta edição. A dúvida da aluna não é surpresa para ninguém. Afinal, os questionamentos surgem em qualquer aprendizado e, no caso deles, essa trajetória está apenas no seu início. Tendo tido as aulas teóricas e somente duas práticas, a nova turma do Energia possuía a missão, no dia 20 de dezembro, de preparar o almoço de Natal para os 300 funcionários da empresa. São eles que, junto a outros integrantes da Naturgy em todo mundo, doam um dia de seu salário para a Fundação Día Solidário, que este ano patrocina o projeto. A prova de fogo já vivida por outros jovens, como Souza, o conselheiro naquela quinta-feira, foi mais uma vez acompanhada de perto pelos chefs Vicente Maia e Cris Gonzalez, os coordenadores da Escola de Gastronomia e professores do grupo.

 

 

O cardápio do dia era fricassé de frango, acompanhado de arroz e batata palha, mas bem poderia conter também doses de frio na barriga. Daniel Oliveira, de 21 anos, não é exatamente um estreante no ramo, mas não escondia certa ansiedade em estar como cozinheiro na Naturgy, já que tem prática mesmo é com doces e pães. O profissional é formado pelo projeto Jovem Confeiteiro, outro fruto da parceria entre o centro universitário e a companhia de distribuição de gás. “Durante o curso, tive a oportunidade de ser contratado em um hotel quatro estrelas em Charitas, o Solar do Amanhecer. Depois de três meses, comecei a ganhar mais responsabilidades, passei a fazer as sobremesas à la carte e, pouco depois, substituí o padeiro no período das férias dele. Mas senti muita falta de conhecimento da cozinha quente no dia a dia”, explica, “Lembrei do Energia do Sabor, me inscrevi, participei de todo o processo seletivo e conquistei uma vaga. Apesar do pouco tempo, já aprendemos a selar, branquear... É muito bom saber o que você está fazendo”.

O amigo Thiago Braga, de 25 anos, por sua vez, é mais familiarizado com o fogão dos salgados do que com o forno dos pães e bolos, mas compartilha com Oliveira o mesmo desejo por aprendizado, motivo pelo qual sacrifica até mesmo a convivência com a esposa ao longo da maior parte da semana. “Ela faz veterinária e estagia, também não para em casa e nossos horários são completamente opostos agora. Quando estou chegando, ela está saindo e vice-versa. Os dias que temos são sexta, sábado e domingo. Mas conversamos e decidimos que queremos crescer juntos”, revela. A rotina é puxada: Braga mora em Nova Iguaçu, trabalha em das 23h às 7h no Rio de Janeiro, e realiza o curso das 14h às 18h em Niterói. No Hotel Santos Dummond, começou como steward, lavando as louças. Há um mês é auxiliar de cozinha, promoção conseguida em parte a partir do seu ingresso no projeto Energia do Sabor:

“Eu já tinha colocado na cabeça que se não trocassem meu horário eu ia pedir as contas, procurar outro local, porque quero me aperfeiçoar. Minha gerente confiou em mim e me deu o suporte que eu precisava, me oferecendo o horário da madrugada, a promoção pela dedicação e, ainda, um espaço para eu dormir no próprio hotel. Comecei com um café da manhã para 250 pessoas. Eu tinha alguma noção básica porque sempre que precisava eu dava um suporte na cozinha. Corria para lavar a louça e ter ao menos meia hora cozinhando. Fritar um ovo já me deixava feliz”.

À esquerda Daniel Oliveira. À direita, Thiago Braga

Tanta entrega é o que faz Danielle Francisco, que concedeu entrevista ao site do Unilasalle-RJ há um ano, querer sempre tirar foto com os jovens. Em cada palavra de incentivo da química da Naturgy está a certeza de Thiago, Daniel e outros 19 alunos, do valor do esforço. E se o dia foi cansativo, não tem problema. Na volta para casa eles cantam samba, pagode, MPB, funk e mostram que a animação só está começando.

 

Por Luiza Gould

Fotos de Camila Reis

Ascom Unilasalle-RJ

 



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