18/01/2019 - 12:43
Unilasalle-RJ investe na pesquisa: conheça uma das iniciativas em Engenharia Civil

Béqueres, estufa, seringas, britas, materiais betuminosos. Com as matérias-primas e instrumentos a postos, Luana Ribeiro e Lucas Felicetti estão prontos para a pesquisa. Os alunos de Engenharia Civil do Unilasalle-RJ têm o Laboratório de Mecânica dos Solos quase como segunda casa desde o ano passado. Sob a orientação da Doutora em Geografia, professora Roberta Costa, a dupla realiza a Iniciação Científica “Pesquisa, desenvolvimento e análise de estrutura de múltiplas camadas de agregados voltados para pavimentação permeável”. Nome extenso para a também prolongada sucessão de testes, no caso de Luana com solo argiloso, arenoso e brita. No caso de Felicetti, com asfalto.

No relatório das atividades de agosto a dezembro de 2018, a missão de Luana aparece como “estudar a vazão da água através dos solos coletados e de cinco tipos diferentes de brita”, a matéria-prima do concreto. Na primeira etapa do processo, a estudante se aprofundou em temas como o cálculo de vazão, a formação de pavimentos permeáveis, hidrologia e drenagem urbana, além de promover ensaios, entre eles o de infiltração. Já na segunda etapa, foi a vez de pôr em prática o experimento. “Os testes consistiam em colocar 500 ml sobre 1/3 do volume do recipiente coberto por um dos materiais e anotar o volume em mililitros passado em intervalos de tempo”, explica Luana em seu parecer. A observação foi constante: aos 10 segundos, aos 20, aos 30, 60, aos dois, três, quatro, cinco, dez e 30 minutos, assim como na primeira e na segunda horas. Passado um dia, era vez de nova checagem, sempre anotando os resultados, para depois serem tabelados.

 

 

Já Lucas Felicetti estudou ao longo dos últimos meses os tipos de asfalto e suas principais características, as espessuras necessárias nas camadas de revestimento; testou viscosidade de materiais, temperaturas, combustão; confeccionou sete corpos de prova de concreto permeável para acompanhar a capacidade de infiltração no pavimento; leu sobre equações e leis para cálculo, coeficiente e vazão das amostras.   

A razão de tanto esforço soma o incentivo à pesquisa ao relevante teor dos resultados advindos dela, já que a pavimentação com melhor absorção da água da chuva é um caminho na busca pela redução das inundações urbanas. Leia abaixo o relato da professora Roberta Costa sobre a experiência:

“A iniciação científica é um instrumento que, além de permitir a entrada de graduandos na pesquisa científica, pode render ao aluno um grande conhecimento, experiência e despertar o gosto por áreas específicas, além é claro, de contar e muito no currículo. Integrar um grupo de pesquisa, não é apenas algo positivo durante a graduação, mas também para quando chegar a hora de enfrentar o mercado de trabalho. Atualmente, as empresas buscam um profissional que tenha compromisso, visão crítica e interdisciplinar, responsabilidade e que consiga lidar com situações adversas de forma controlada, fatores estes vivenciados diariamente dentro de um laboratório. De posse de uma problemática, que no nosso grupo de iniciação científica é a pavimentação permeável e sustentável, a vivência dentro do laboratório torna necessário um conhecimento existente na área para que seja possível coletar e analisar dados, e assim propor uma solução viável. Nosso grupo está aprendendo a lidar com o desconhecido e a encontrar novos conhecimentos, o que vem tornando a Luana e o Lucas profissionais cada vez mais capacitados e diferenciados”. 

Por Luiza Gould

Ascom Unilasalle-RJ

 



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