17/01/2019 - 18:49
Rondon à vista: tudo pronto para a Operação Parnaíba (Piauí, 2019)

“Quando você coloca o manto do Rondon, você vira exemplo. A camisa amarela pesa muito”. Após 20 reuniões, algumas delas realizadas aos fins de semana, e oito meses de preparação, desde que Suenne Righetti e Roberto Primo começaram a escrever o projeto da Operação Parnaíba, vinha da docente o último alerta: a responsabilidade do que começa em menos de 24 horas é grande.  A nova equipe do Projeto Rondon já está a postos para a próxima missão e na quarta-feira, 16 de janeiro, foi a vez dos oito rondonistas do Unisalle-RJ ouvirem atentamente as últimas instruções dos coordenadores ainda em terras niteroienses. O destino, desta vez, é a cidade de São Miguel do Tapuio, no Piauí.

Por enquanto, Roberto Primo é o único que conhece o município, por conta da viagem prévia que realizou em setembro, para, em contato com a população local, pensar nas atividades a serem desenvolvidas. “Vamos trabalhar em assentamento e em um quilombo desta vez. No quilombo eu programei de construirmos uma barragem subterrânea, porque a água foi um dos problemas que detectamos. Fizemos uma vez este tipo de barragem, para a primeira operação do Unilasalle-RJ, no Ceará. É uma alternativa melhor do que o açude, que perde quase 90% da água por evaporação”, explica Primo, lembrando ainda que São Miguel do Tapuio é a quinta maior cidade do estado, com 33 escolas, algumas em lugares sem luz.

Como de costume, os alunos estarão envolvidos em cada projeto, para além de serem responsáveis por ministrarem oficinas. Ramon Santo, por exemplo, falará sobre fossa ecológica e ciclo das bananeiras com a população. “Desde que eu ouvi falar do Rondon fiquei com vontade de participar. É uma experiência completamente diferente do que vivemos”, sintetiza, “Você sai da sua zona de conforto, tem contato com outra cultura, outras pessoas e além do autoconhecimento, do aprendizado, você também deixa algo de si. Essa ideia de ajudar o outro e se ajudar me motiva”.   

O contato, na verdade, é com outras culturas, no plural, como frisava Suenne na reunião, ao incentivar os estudantes a pensar “em network. Se você planeja fazer mestrado em outro estado, ou tem algum outro desejo profissional, é o momento de fazer contato. São 300 rondonistas”. E a professora é só entusiasmo com o time que junto do Unilasalle-RJ desenvolverá projetos em São Miguel do Tapuio: “Pela primeira vez vamos com uma equipe de Minas Gerais, da Universidade Federal de São João del-Rei. Eles são muito animados, como nós, então vai pegar fogo. É uma expectativa muito boa”.

 

 

Falta pouco para a expectativa se tornar realidade. O ônibus sai do Unilasalle-RJ nesta sexta-feira às 6h. E todas as recomendações estão mais do que internalizadas: se abrir diante de qualquer inquietação, nunca sair sozinho, sempre em duplas, chegar com antecedência a cada compromisso, ter cuidado na aproximação com o outro e com o próprio comportamento, afinal, rondonista dá exemplo. Se depender de Amanda, Danilo, Luana, Luis Carlos, Ramon, Tamara, Tiago e Vanessa ele será o melhor possível.    

Conheça abaixo, em artes feitas pelo Ministério da Defesa, a equipe lassalista do Projeto Rondon - Operação Paranaíba:

 

 

 

 

 

E relembre aqui a operação passada, no Pantanal.

Por Luiza Gould (texto e fotos)

Ascom Unilasalle-RJ  

 



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