04/09/2018 - 19:31
Aluno lassalista integra time vencedor do Hacknit

Ao ouvir o nome do grupo vencedor, a equipe permaneceu inerte. A pronúncia errada do título do projeto fez com que, por alguns segundos, ninguém celebrasse vitória no Teatro Popular Oscar Niemeyer. A correção, no entanto, não tardou, e logo Artur Guedes abraçava os outros quatro companheiros de hackathon, evento que reúne quem tem a tecnologia como paixão. A disputa envolve competidores empenhados em programar, muitas vezes por dias seguidos, gerando soluções para algum problema proposto. Em 26 de agosto, Guedes, no 8º período de Sistemas de Informação, ganhava com seu time a Hacknit, maratona de programação voltada aos desafios de Niterói, com proposta na área de voluntariado.      

Por vencerem, a equipe recebeu R$ 20 mil, além de um passe para acelerar sua entrada na Hacker Brasil, hackaton a nível nacional. O maior legado, no entanto, é a possibilidade de implementação do aplicativo desenvolvido por eles na prefeitura da cidade. “Criamos a Hago (a palavra é em esperanto. A letra ‘h’ remete ao homa, que seria o homem, e ‘ago’ está relacionado à ação. Então, é a ação humana), para incentivar as pessoas a se tornarem voluntárias. Optamos por fazer uma espécie de gameficação, gerando algum benefício para o interessado na vida real”, explicou o lassalista em entrevista ao site do Unilasalle-RJ.

A Hago funcionaria como uma espécie de LinkedIn, rede social de negócios fundada em 2002: “Você faz o seu cadastro na plataforma, na sua área de interesse, por exemplo, tecnologia. Escolhe também a região. A partir daí, passa a receber convites para participar de voluntariados naquela função e local. Toda vez que você trabalha com outro voluntário, passa a segui-lo, de modo que consegue ver se a pessoa, por participar de mais eventos, subiu de nível. Serve de estímulo para tentarem se superar”. A cada envolvimento em atividades, o voluntário tem a chance de subir degraus, passando por exemplo do “Hago” ao “Superago”. Já a avaliação do trabalho do voluntário é feita por outros voluntários na plataforma ao invés do sistema vertical gestor-profissional.

Artur Guedes (o segundo da esquerda para a direita) celebra o título no Hacknit com sua equipe

Com experiências de voluntariado na bagagem, Artur Guedes, de 26 anos, atesta que ficaria feliz só produto que apresentaram, mesmo se não tivesse levado o principal prêmio da noite, mas também não esconde a euforia por sair vitorioso na primeira participação sua em um hackaton. “Conheci meu time na fila e quatro dos cinco membros estavam indo pela primeira vez. Era tudo muito novo”, lembra. Foi novo apenas cochilar em alguns momentos durante três dias. Foi novo o relógio digital projetado no teto lembrando do prazo para a entrega. Foi novo comer pizza tantas vezes.

Na vida do discente, no entanto, o que não falta é a disposição para sair da zona de conforto. Já no fim da faculdade de Antropologia na Universidade Federal Fluminense, Guedes decidiu por um rumo diferente, se matriculando em Sistemas de Informação. Sobre a escolha do centro universitário ele não se arrepende. “Me sentia um pouco sozinho e aqui me sinto muito abraçado. A Márcia (coordenadora Márcia Sadok, do curso de SI) é praticamente uma mãe. Acolhimento daqui define a instituição como um todo”, conclui ao falar sobre a mudança.

Por Luiza Gould

Ascom Unilasalle-RJ

 



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